Conselho da Alimentação Escolar denuncia problemas na merenda da rede de ensino municipal em Juiz de Fora

A Audiência foi requerida pelo vereador Sargento Mello Casal (PL)

Por Redação

Aumento nos repasses da merenda escolar chega a 39%

A Câmara Municipal de Juiz de Fora realizou, na quinta-feira (27), uma Audiência Pública para debater a qualidade da merenda escolar na rede pública. O encontro foi solicitado pelo vereador Sargento Mello Casal (PL), que visitou as cozinhas das escolas após receber denúncias de familiares sobre a falta de itens essenciais no cardápio.“É uma covardia deixar uma criança carente comer apenas feijão puro”, criticou o vereador.

Ele também questionou a demora nas licitações e a falta de contratação emergencial para suprir os alimentos em falta. "Se foi possível comprar leite em pó de forma emergencial, por que não os outros itens?", indagou.O parlamentar cobrou da Prefeitura uma garantia de que esse problema não voltará a acontecer. "Parece que os itens estão chegando, mas o que queremos é evitar um novo desabastecimento".

A secretária de Agricultura e Abastecimento, Fabíola Paulino, afirmou que as escolas já estão abastecidas e que os cardápios seguem normas federais. Conselho aponta problemas na merenda Durante a Audiência, a presidente do Conselho de Alimentação Escolar (CAE), Denise Gama, relatou problemas graves encontrados nas vistorias. "Temos visto alimentos com bichos, vencidos, mal armazenados e cozinhas sujas", denunciou. Ela também alertou para a desorganização das escolas. "Encontramos funcionárias que não sabem ler. Como vão conferir se os alimentos recebidos estão corretos?".

Moradores de Juiz de Fora participaram do debate e expressaram preocupação com a situação. "O que estamos vendo é assustador. Isso está longe do que esperamos da Prefeitura", disse Ângelo Cabral. Já Natália Paletta destacou a importância da merenda de qualidade para o desempenho escolar dos alunos, o que impacta diretamente a posição da cidade em rankings como o Ideb.

Contratação de professores

O secretário de Recursos Humanos, Mateus Giacometti, informou que, neste ano, foram contratados 2.532 professores temporários, além de 83 coordenadores pedagógicos. Entre os professores, 1.037 são de apoio a crianças com deficiência e 70 atuam na área de linguagem. O suporte para alunos com deficiência ocorre mediante laudo da Secretaria de Educação.