Circuito v?lei de praia termina no domingo Nalbert, Tande, Virna e Sandra s?o as estrelas do fim de semana
R?porter
Terra de oportunidades. Para quem tem a bola como ferramenta, ou a enxada, a peneira e a p?. Em frente ao Est?dio Municipal Radialista M?rio Hel?nio, a movimenta??o de dezenas de pessoas deixa claro: algo diferente est? acontecendo em Juiz de Fora. Est? acontecendo, e j? vai terminar neste domingo. O Circuito de V?lei de Praia agita Juiz de Fora desde quarta-feira, dia 17 de maio.


A estrutura valeu a pena. De um lado para outro, para onde se olhava, tinha algu?m trabalhando. E de formas diferentes. Em uma quadra, j? pronta, atletas se aquecem. Do outro lado, muita gente para colocar e nivelar a areia de outra quadra onde tamb?m est?o sendo disputados jogos.



Tudo perfeito para a chegada das principais estrelas que v?o encarar a competi??o principal, no s?bado e no domingo. Os jogos come?am ?s 8h e v?o at? ?s 18h, no domingo e de 8h ?s 12h, no s?bado, com entrada franca. Entre os favoritos, medalhistas ol?mpicos, como Tande, que faz dupla com Murilo, ou Nalbert, que est? ao lado de Luiz?o. No feminino, o ouro ol?mpico tamb?m est? representado, com Sandra Pires, parceira de Virna, fera das quadras e que agora tamb?m brilha nas areias pelo Brasil.
Suando a camisa
F?bio n?o mora na praia. ? daqui mesmo de Juiz de Fora. Ele e mais onze jovens, a maioria da regi?o do bairro Aeroporto, foram chamados para ajudar na montagem da arena.
"Estamos aqui desde a quinta-feira passada. Chamaram a gente, perguntaram se quer?amos ajudar e pediram para trazer o CPF e a Carteira de Trabalho. ? bom para n?s pois est?vamos precisando", explica F?bio, que topa qualquer neg?cio. Perguntando se o trabalho continuaria durante o evento.
"Estamos vendo se eles v?o precisar de garotos para pegar a bola durante o jogo. Se precisar de torcer, torcemos tamb?m. Para quem o senhor quer que tor?a?", pergunta, mostrando interesse em conseguir mais algum trabalho.
N?o vai ser necess?rio. Torcida as arquibancadas deve receber de sobra. E de sobra mesmo, pois s?o 1.200 lugares nas arquibancadas e muita gente pode n?o conseguir assistir ?s partidas simplesmente por falta de espa?o.
Mas trabalho para F?bio n?o falta. Ele e seus amigos coaram 1.100 metros de areia e montaram os espa?o para tr?s quadras dentro da arena e outras duas fora. Junto deles, mais 20 pessoas, a maioria do Rio de Janeiro, outros do Nordeste, que trabalham diretamente com a organiza??o do evento. ? essa mescla de gente de c? e gente de l? que faz as coisas acontecerem no circuito.

"Temos que peneirar a areia para n?o machucar o atleta. Como essa areia n?o ? de praia, temos que limpar para n?o ter nenhuma impureza. E temos que fazer tudo antes pois faltando dois dias os atletas j? come?am a chegar para treinar", explica ele, lembrando que o trabalho n?o termina quando estiver tudo pronto.
"Temos que ficar fazendo a manuten??o. Todo o dia a areia ? nivelada, a altura da rede ? avaliada, para saber se est? na altura-padr?o. O trabalho segue", lembra ele.
Reginaldo Maciel trabalha fora da quadra. Ele ? de Juiz de
Fora e trabalha em uma empresa do ramo de eventos. Mede, corta, serra e
transforma peda?os de maneira, metal e acr?lico em salas de imprensa,
cabines de televis?o e salas de som. Sabe fazer isso como ningu?m, mesmo sem
ter no??o do motivo para qual sua constru??o ser? utilizada.
"Eu monto os... isso aqui ? o que mesmo?", pergunta. Nem ? necess?rio responder. A ?nica coisa necess?ria ? deixar tudo pronto, como est? no projeto, para que o espet?culo comece.
Na areia
Se h? quem trabalha para que a arena fique pronta, h? quem dependa dela
para trabalhar. Felipe Grimaldi veio de longe para isso. De Salvador.
Sua fun??o ? a que mais aparece: ele ? jogador do Circuito e est?
participando de todas as etapas. Desde a ?ltima faz dupla com
Parazinho, e dessa vez n?o quer deixar escapar uma vaga no torneio
principal.
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