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A arte de viver em um mundo hipersaturado

Zygmunt Bauman certa vez advertiu que “a arte de viver num mundo hipersaturado de informação ainda não foi aprendida, e o mesmo vale para a arte, ainda mais difícil, de preparar os seres humanos para esse tipo de vida”. Não se trata apenas de uma constatação sociológica, mas de uma provocação ética, que nos desloca para o centro da experiência contemporânea.

Entre a infância capturada e a democracia ameaçada

O recente debate em torno da exposição de crianças a conteúdos impróprios nas redes digitais aponta um traço inquietante de nossa época: a ausência de regulamentação cria um terreno fértil para que a vulnerabilidade seja explorada como recurso de mercado. A chamada “adultização da infância” não pode ser vista apenas como um desvio cultural, mas como sintoma de uma lógica que transforma a inocência em mercadoria.